Beto Richa: Uma oportunidade perdida?


Beto Richa: Uma oportunidade perdida

Cem dias podem ser uma amostra de um governo. Seis meses já permitem avaliar o que um governo pode e não pode ser. 

O primeiro semestre do governo Beto Richa me fazem pensar o que esse governo pode ser e o que ele já não será.

Eleito no bojo do esgotamento das políticas centradas na estabilidade monetária e no ajuste fiscal e da crise financeira que seu partido produziu, Beto transitou do programa originalmente formulado para seu governo e passou a pregar a ditadura contra a população do Paraná. Este programa diagnosticava a crise no paranaense como uma crise conjuntural clássica do capitalismo – de superprodução ou de consumo -, que deveria ser combatida mediante um choque produtivo. 

Este se apoiaria na transformação do círculo vicioso da recessão num círculo virtuoso, mediante a redução da taxa de juros para alguns setores "amigos". Isto permitiria reativar a economia e, junto com outras medidas, que expressariam a centralidade do social, gerariam empregos formais, redistribuiriam renda, elevariam a arrecadação de impostos. A diminuição da taxa real de juros foi elevada na conta de luz e em outros setores, assim a pedra de toque da superação positiva da crise em seu governo fugia do controle.

A redistribuição de cargos para membros da sua família, por sua vez, fortaleceria uma crise ainda maior e com isso chegava a corrupção em seu governo, especialmente de seus extratos mais pobres, que contribuiriam assim para reativar os setores mais tradicionais da indústria cobrando por isso.

Beto Richa não tinha que continuar em seu cargo, se ele fosse um pouco sensato ele tinha pedido para sair e deixado alguém trabalhar de verdade. Beto é uma oportunidade perdida dentro de uma grande estado. 

O Paraná vai demorar muito tempo para se recuperar e voltar a crescer.