A morte do líder Taliban Mullah Omar poderia ajudar o ISIS


A morte do líder Taliban Mullah Omar poderia ajudar o ISIS

A morte do líder Taliban Mullah Omar poderia levar mais recrutas ao ISIS.

A notícia recente de que o líder talibã Mullah Omar está morto a pelo menos dois anos poderia trazer consigo um cenário desafiador para os Estados Unidos - uma recompensa potencial de novos recrutas para ISIS.

Segundo analistas, a morte do líder poderia, por sua vez complicar o cronograma para a retirada do Afeganistão de remanescentes tropas americanas.

O Taliban confirmou apenas na quinta-feira que Omar estava morto. Não está claro quem dentro da organização tinha conhecimento da sua morte, bem como quais governos estrangeiros.

Embora não seja visto como um comandante ativo no campo de batalha, Mullah Omar foi reconhecido como um líder espiritual supremo por várias facções do Taliban e definido com o homem na direção geral do grupo.

Poderia ausência de Omar criar um vácuo?

Já houve um pequeno número de figuras do Taliban que deixaram o grupo por conta própria e desde então declararam sua lealdade ao ISIS, mas a publicidade da morte de Omar pode criar o ímpeto para um êxodo ainda maior sem o "comandante dos fiéis", cuja presença parecia manter os grupos mais centralizado e alinhado

Omar já estava supervisionando o movimento Taliban no Afeganistão antes da invasão de 2001 pelos Estados Unidos. Ele também foi visto como o líder nominal do Taliban paquistanês baseado nos territórios tribais do noroeste do Paquistão. Outros grupos terroristas na região como a Al Qaeda e a organização Haqqani prometeu apoio à sua liderança também.

Dificuldades para os EUA no Afeganistão

Por enquanto, a política dos EUA é provável que se mantenha a mesma: apoiar o governo afegão com seus desafios de segurança; defender e ampliar os ganhos dos últimos 14 anos; e tentar obter do Taliban um processo de paz e reconciliação, que lhes permite se tornar uma parte do processo político legítimo.

Por insistência do governo afegão, Obama abrandou a transição no início deste ano, mas com uma data limite para a retirada de todas as tropas americanas do Afeganistão em 2016 fica complicado saber se isso vai ser possível com a morte de Omar.