A normalidade eleitoral e o culto ao líder Bashar al-Assad


A normalidade eleitoral e o culto ao líder

Existe o argumento de que Assad venceria até eleições livres e transparentes na Síria. O argumento é acadêmico e certo. 

A Síria é uma nação destruída pela guerra civil, um estado falido que tem sofrido ataques constantes do Ocidente "EUA" e seus aliados que querem transformar o país em um novo Iraque.

A oposição armada, embora dividida, não foi derrotada. E a fantasia política da eleição não vai alterar o impasse militar. Ademais, o principal fator para a preservação de Bashar Assad no poder é o apoio do Irã, Hezbollah e Rússia (nos dois primeiros casos, inclusive com tropas). O jornal Financial Times lembra que um dia Assad poderá ser vítima da aproximação entre Irã e EUA. 

Uma transição para uma genuína normalidade na Síria mais adiante vai exigir o enxotamento dos rebeldes financiados pelos EUA e seus aliados.