As 2 crises políticas que preocupam o mundo atualmente


As 2 crises políticas que preocupam o mundo atualmente - News Of The World

Alguns conflitos e crises atuais podem impactar radicalmente o modo como vivemos agora e como viveremos no futuro. 

Uma análise preocupante do Global Post mostra que ao menos quatro crises podem causar problemas para a economia global e para a sociedade de modo geral.

É bom prestar atenção no desenrolar dessas histórias:

Rússia x Ucrânia (e o resto da Europa)

Fora do radar da mídia global e das manchetes principais nas últimas semanas, a crise na Ucrânia continua.

Primeiro vieram as revoltas populares no país, que foram se tornando cada vez maiores e mais sangrentas - com número de mortos, feridos e presos aumentando a cada dia.

Em seguida, o presidente ucraniano apoiado pela Rússia fugiu. Uma vitória relativa dos ucranianos pró-Europa.

Vladimir Putin, então, tratou de interferir, anexando a Crimeia após um referendo. Foi o ápice aparente da crise na região.

Mas o conflito, violento, persiste. Em várias regiões da Ucrânia, principalmente no leste pró-Rússia, milícias a favor da integração com a Rússia entram em confrontos diários com os nacionalistas.

O país tem um novo presidente, Petro Poroshenko, mas muitos ucranianos não o reconhecem como líder legítimo e torcem para que Putin integre às suas terras a metade leste do país.

Os novos rompantes imperialistas de Putin preocupam as potências europeias, que temem que ele esteja tentando "recriar" um novo império soviético.

Mais assustados estão os países que outrora ganharam liberdade após o desmantelamento soviético nos anos 1990. Polônia, Moldávia, Estônia, Belarus, Letônia: todos temem se tornar "a próxima Ucrânia".

Iraque e Síria


Nos últimos quatro anos, a Síria era o ponto mais sensível e preocupante do Oriente Médio (claro, em paralelo, as coisas pioravam na Palestina, Israel, Afeganistão...), com sua longa e sangrenta guerra civil.

O ditador Bashar al-Assad resiste. Os rebeldes continuam a atacar. Assad chegou a usar armas químicas. O número de mortos e refugiados só cresce.

Já o Iraque, devastado por Saddam Hussein, pela guerra e ocupação americana e pelo domínio de grupos terroristas, agonizava em segundo plano.

Contudo, já dava sinais de que estava piorando: após anos em queda, a violência no país tinha batido um recorde em 2013, com 7818 civis mortos - 8868 mortes, no total.

Nas últimas semanas, ele voltou a ser o protagonista da região, quando o EIIL (Estado Islâmico do Iraque e Levante), grupo jihadista que surgiu de uma dissidência da Al Qaeda iraquiana, começou a atacar cidades sírias e iraquianas.

No último dia 29, o grupo conseguiu o que queria, proclamando um Estado Islâmico em terras tomadas da Síria e Iraque.

O novo califado islâmico será guiado por ideais "dos primeiros muçulmanos" e seguirá a sharia. O líder supremo desse califado é Abu Bakr Al-Baghdadi.

O surgimento do grupo preocupa. Com muito dinheiro e muitas armas, conseguiu ocupar rapidamente pontos importantes de dois países. Suas táticas extremas assusta os governos locais e a própria Al Qaeda.

As potências europeias e os EUA só assistem de longe os conflitos nos dois países. Os EUA não quer interferir novamente no Iraque e entrar em mais uma guerra.

Já na Síria, China e Rússia defendem Assad e ameaçam retaliar qualquer interferência ocidental.

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