Manual do agente do serviço secreto


Manual do agente do serviço secreto

Poucos sabem que os membros do serviço secreto realmente são pessoas com habilidades excepcionais. 

O serviço tem basicamente duas funções: proteção e investigação. Sua função principal é de fato a proteção do presidente, e para que isso seja possível, os caras passam por treinamentos pesados e desenvolvem técnicas que nós, meros mortais, sequer podemos imaginar.

Para conhecer um pouco mais da formação desses anjos armados da lei, separamos a descrição do processo de formação ao qual são submetidos os agentes:

10 Aprender a fazer “cavalo-de-pau” - Todos os agentes e funcionários são treinados em direção evasiva. Isso inclui aprender a executar o tão conhecido “cavalo-de-pau”. O diferencial é que eles aprendem a executar a manobra em locais improváveis, como em ruas estreitas ou entre outros carros. A ideia é buscar a rotação quase perfeita de 180 graus, mesmo em ambientes mais complicados, para garantir a efetiva segurança de seu protegido.

9 Disfarces - Difícil não lembrar de algumas comédias em que os agentes usam disfarces estranhos e tentam não parecer óbvios. No entanto, o trabalho de disfarce do serviço secreto é extremamente sério. Agentes do serviço trabalham disfarçados rotineiramente em uma ampla variedade de investigações criminais. Alguns dos casos mais investigados utilizando disfarces são os que podem envolver conspirações contra o presidente ou fraudes financeiras e os profissionais são treinados para desenvolver aptidões dignas de atores com experiência na profissão.

8 Medicina de emergência - O treinamento para o serviço secreto inclui medicina de emergência, ou mais especificamente, a capacidade de realizar as tarefas básicas esperadas de um médico socorrista. O treinamento inclui saber não só ressuscitação cardiopulmonar e o uso de um desfibrilador, mas também saber como usar cada item de um kit de primeiros socorros. Isso significa que eles devem saber como tratar lesões como queimaduras, e como colocar uma tala em uma fratura, entre outras habilidades de emergência.

7 Nadadores de resgate - Cada estagiário do serviço secreto passa por aulas de segurança básica na água e técnicas de sobrevivência, mas os agentes que guardam o presidente ou outros dignitários também deve se qualificar como nadadores de resgate, utilizando o programa de “nadador de resgate incondicional” da Guarda Costeira para a certificação, afinal de contas, se o helicóptero do presidente for forçado a pousar na água, o trabalho de um agente não é ser capaz de nadar para salvar a si mesmo, e sim garantir a sobrevivência de seu protegido.

6 Atiradores - Todos os agentes recebem uma quantidade enorme de armas e formação específica para utilizá-las. No entanto, dentro do serviço secreto existe uma unidade de atiradores de elite . Eles podem ser vistos nos telhados da Casa Branca e em outros lugares estratégicos, treinados para tirar ameaças iminentes. Eles trabalham em duplas, cada um com uma arma de calibre não revelado e binóculos de alta potência. Quando a ameaça for encontrada, eles se comunicam por meio de pistas visíveis, como bandeiras por exemplo, para dizer ao outro atirador como ajustar seu remate em relação ao vento. A unidade conta atualmente com menos de 100 membros e requer um período de 9 semanas de treinamento intenso. Mais da metade das pessoas que tentam entrar para a unidade falham.

5 Ser discreto (por um tempo pelo menos) - Estando em contato com as altas cúpulas do governo, estes agentes acabam ouvindo coisas que, caso vazem, podem ser a ruína do país. Segundo o ex-porta-voz do serviço secreto Jim Mackin, os agentes sabem que devem permanecer em silêncio "a partir do momento em que entram no trabalho", e que eles devem levar os segredos para a sepultura.

4 Entender de computadores - Parte do treinamento para se tornar um membro do serviço secreto envolve computação forense, já que muito do seu trabalho envolve características de fraudes de cartão de crédito, hipotecárias e bancárias. Em 2002, o serviço secreto exibiu seu domínio sobre o computador, resgatando uma adolescente da Flórida desaparecida depois de ser atraída por um maníaco da internet.

3 Controlar as emoções - A esmagadora maioria do treinamento do serviço secreto é projetada de modo que os agentes deixem de responder às situações da forma como os seres humanos normalmente respondem. Este tipo de treinamento anti-pânico geralmente é executado contra intuitivamente. Por exemplo, quando John Hinckley Jr. tentou assassinar Ronald Reagan e começou a disparar sua arma, praticamente todo mundo na cena instintivamente abaixou - exceto o agente Tim McCarthy, cuja formação levava instintivamente a tornar-se tão grande quanto possível em frente ao presidente, enquanto agentes Ray Shaddock e Jerry Parr empurravam Reagan para a limusine.

2 Dizer “não” ao presidente - O presidente pode ser o governante do país, mas ele não tem poder sobre os detalhes de sua própria segurança. Na verdade, muitas vezes os presidentes eleitos e suas famílias ficam extremamente frustrados ao saber das centenas de normas em vigor que limitam a sua liberdade de movimento, todas impostas pelo serviço secreto. Enquanto fazia suas corridas matinais, George W. Bush pedia aos agentes se eles poderiam pelo menos lhe dar a ilusão de que estava correndo sozinho. Já o ex presidente Bill Clinton era o pesadelo do serviço secreto, já que ele sempre dava um jeito de sair sozinho.

1 Ficar na linha de fogo - Parte do fascínio pelas ações do secreto é a ideia de que um agente está sempre disposto a ficar na linha de fogo, a fim de proteger o presidente. Alguns casos são bem notáveis: O agente Tim McCarthy levou um tiro no peito no lugar de Ronald Reagan, em março de 1981. Entretanto, um detalhe importante é a proteção do Serviço Secreto aos chefes de Estado de todo o mundo, quando eles visitam o país. Mas se engana quem pensa que os agentes se jogam apenas na frente de balas. Durante o governo de Jimmy Carter, um agente se colocou entre Amy, a filha de Carter, e um elefante que fugiu no meio de um show de animais na Virginia.