Imigrantes ilegais na Europa exigem múltiplas ações


Imigrantes ilegais na Europa exigem múltiplas ações

A Europa enfrenta um sério problema com imigrantes ilegais que se arriscam na travessia do Mar Mediterrâneo ainda está longe de resolver a questão.

A complexidade e a gravidade do problema com a imigração exigem múltiplas ações, coordenação política afinada entre os 28 países do bloco europeu e, claro, muito dinheiro. Yves Pascouau, diretor de políticas de imigração do Centro Europeu de Políticas Públicas, em Bruxelas, acredita que do ponto de vista econômico, a Europa é capaz de absorver os imigrantes econômicos (que buscam emprego e melhoria de vida) e os refugiados (que fogem de áreas de conflito).

O grande problema é o custo político que os governos nacionais teriam de enfrentar. "Nem todas as pessoas contrárias à imigração são xenófobas e racistas, mas elas apenas não confiam mais nos partidos convencionais e por isso votam em plataformas de extrema-direita, mais nacionalistas. Os partidos de extrema-direita estão capitalizando essa frustração e hoje fazem parte do jogo político em muitos países. Isso tem um efeito forte na agenda política e está ficando cada vez mais difícil discutir o problema em alguns países e mesmo em nível continental. Em outras palavras, o problema se tornou tóxico para o discurso e as ações políticas".

Há ainda questões políticas que contrapõem países do sul do bloco (Espanha, Itália Grécia, Malta e Chipre) às nações do norte. "Não é inteligente para a UE opor os países do sul aos do norte. Mas é verdade que a Itália e a Grécia estão enfrentando uma situação extrema e estão tendo um trabalho muito árduo. Já alguns Estados do norte estão tendo que lidar com o oferecimento de asilo, enquanto outros não estão muito comprometidos da forma como deveriam estar", diz Roderick Parkes, consultor do Instituto Alemão de Relações Internacionais.

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