Umberto Eco, “o homem que sabia tudo”


Umberto Eco, “o homem que sabia tudo”

Umberto Eco foi escritor, filósofo, professor, semiólogo e crítico literário. Mais conhecidos do que os seus ensaios, são, porém, os seus romances, e em particular "O Nome da Rosa", que se transformou num best-seller internacional. Umberto Eco morreu na sexta-feira, aos 84 anos, vítima de cancro.

"La Reppublica" anunciou a morte de Umberto Eco, na sexta-feira, com um artigo cujo título resume bem não só a sua personalidade, como a importância que ele tinha - e continuará a ter - no seu país de origem e no mundo. "Morreu Umberto Eco, o homem que sabia tudo".

"O Nome da Rosa" é, contudo, um livro não muito dado a rótulos. Tem tanto de crônica medieval como de relato histórico e intriga policial e detetivesca. Durante as suas pesquisas, um estudioso tropeça por acaso numa tradução francesa de um manuscrito do século XIV, escrito pelo monge benedito alemão Adso de Melk, que ali relata uma sua aventura, vivida na adolescência, ao lado do monge franciscano Guilherme Baskerville, em que os dois, de visita a uma abadia no norte de Itália, em 1327, se veem subitamente envolvidos numa história de crimes, conspiração e descobertas extraordinárias. O romance foi adaptado ao cinema pelo realizador Jean-Jacques Annaud, em 1986.

Além de "O Nome da Rosa", entre os seus livros mais conhecidos estão "O Pêndulo de Foucault", publicado em 1988, "A Ilha do Dia Anterior" (1994), "Baudolino" (2000), "A Misteriosa Chama da Rainha Loana" (2004) e "O Cemitério de Praga" (2011). Na área das ciências sociais e humanas são também conhecidos os seus "Como se Faz uma Tese em Ciências" e "A Definição da Arte", "Obra Aberta" e "Os Limites da Interpretação".

Umberto Eco interessava-se por semiótica e filosofia ao mesmo tempo que escrevia sobre futebol. terrorismo e publicidade.