Izzat al-Douri aparece em vídeo criticando os EUA e o Irã


Izzat al-Douri aparece em vídeo criticando os EUA e o Irã

Izzat al-Douri, um assessor chave e vice do ex-presidente iraquiano Saddam Hussein, foi morto em 17 de abril do ano passado, no entanto, ele apareceu em um novo vídeo obtido pela Al Arabiya News, pedindo apoio contra a "hegemonia" do Irã no Iraque.

Douri, que era o líder do partido Baath dissolvido do Iraque, ele acusou os EUA de serem os culpados por tudo o que está acontecendo no Iraque.


"Nós consideramos tudo o que está acontecendo no Iraque, culpa de seus agentes americanos, milícias, e aparato de segurança, isso é de total responsabilidade dos Estados Unidos", disse ele em um vídeo 1:46 minutos.

No vídeo Douri também pediu que os Estados árabes fiquem contra o Irã.

Ele afirmou que uma das maneiras de lidar com o problema no Iêmen era fazer com que o Irã e seus aliados aderissem à decisão do Conselho de Segurança sobre o cessar-fogo.

Havia também relatos de que Douri e outros ex-líderes do Baath tinham laços com o ISIS no que alguns analistas descreviam como um casamento político.

Insurgência

Al-Douri era acusado de financiar os grupos insurgentes que lutam contra a ocupação do Iraque pelas forças lideradas pelos Estados Unidos.

A nova Constituição iraquiana aprovada no mês passado declara ilegal o partido Baath, num movimento que alienou da vida política muitos árabes sunitas que temem punições por suas ligações no passado com o partido.

O comunicado do Baath sobre a morte de al-Douri não especifica a causa de sua morte.

Ele teve diagnosticada uma leucemia há vários anos, mas sua recuperação posterior permitiu que ele mantivesse sua intensa agenda durante o período no governo.

Mas nos últimos tempos havia informações persistentes de que ele não estaria bem de saúde desde que se escondeu após a invasão americana, em 2003.

Braço direito de Saddam

Nascido em Tikrit, a mesma cidade natal de Saddam Hussein, al-Douri era considerado o braço direito do ex-presidente em seu dia-a-dia.

Ele era subcomandante-em-chefe das Forças Armadas e tinha um alto cargo no comitê responsável pelo norte do Iraque quando armas químicas foram usadas na região em 1988, matando milhares de curdos.

Ele também teve um papel importante na repressão brutal a um levante xiita frustrado em 1991.