Deutsche Bank pode sair impune na Alemanha


Deutsche Bank pode sair impune na Alemanha

O regulador do mercado financeiro alemão não encontrou evidências até o momento de que o Deutsche Bank violou regras sobre lavagem de dinheiro na Rússia, afirmaram pessoas próximas ao assunto nesta quinta-feira, possivelmente aliviando uma dor de cabeça para o maior banco do país.

O caso russo é apenas uma das muitas investigações regulatórias que estão fazendo o Deutsche Bank passar pela pior crise na história recente do banco de 146 anos.

Nos Estados Unidos, o Departamento de Justiça está exigindo desde o mês passado até 14 bilhões de dólares para encerrar as acusações de venda enganosa de títulos lastreados em hipotecas antes da crise financeira.

O maior banco alemão, mais parecido com o Goldman Sachs do que com uma instituição de crédito vulgar, tem a maior parte dos seus ativos em produtos que não têm preços de mercado, não são fáceis de perceber e estão longe de serem simples empréstimos. O crédito concedido é, pelo contrário, de qualidade. Ninguém consegue é saber se o resto vale alguma coisa, mas suspeita-se que possa valer bem pouco.

Deutsche estava envolvido nos negócios bancários, altamente alavancados, que conduziram à crise financeira. Também por isso é incompreensível que a gestão do maior banco alemão, assim como o governo de Berlim e os reguladores, tenham feito tão pouco para mudar a estrutura especulativa de ativos do banco, desde que rebentou a crise financeira em 2007. É com razão que o vice-chanceler alemão Sigmar Gabriel disse: “Não sei se choro ou se dou risadas ao ver um banco que fez da especulação um modelo de negócio colocando-se agora na posição de vítima”, apontando o dedo dos especuladores para justificar os problemas criados pela sua gestão.


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