Mesmo se Mosul for liberada, não será o fim do Estado Islâmico



Depois de semanas de especulação sobre uma tentativa de retomar a cidade de Mosul, o premiê iraquiano, Haider al-Abadi proclamou o início da ofensiva. "Se Deus quiser, a batalha decisiva será em breve", disse ele numa conferência de imprensa.

Isso poderia muito bem ser um importante ponto de viragem na batalha contra o ISIS. Mosul, a segunda maior cidade do Iraque, foi tomada pelo ISIS em junho 2014, quando se tornou maior prêmio do grupo.

Fontes dizem que o grupo está colocando fogo nas refinarias de petróleo para obstruir e atrasar as forças que se aproximam, enquanto o Washington Post relata que o grupo estrategicamente decidiu fugir de Mosul e se reagrupar na Síria, passando de defesa para táticas insurgentes.

Mosul em particular, é uma cidade sunita, e um número de seus moradores congratularam-se em 2014, simplesmente porque ele quebrou a autoridade do governo xiita corrupto e sectário em Bagdá. Dito isto, a oposição ao reinado do ISIS tem vindo a crescer - documentado entre outros por Mosul Eye, que tem registrado casos de resistência cotidiana na cidade.

Apesar de todo o alarde, a libertação de Mosul não vai significar o fim do Estado Islâmico. O grupo nunca foi definido pelo território que detém.

E enquanto a maioria dos iraquianos, certamente, vão comemorar a derrota do ISIS, perguntas sobre o que vem a seguir - para o Iraque, para a Síria e para o Oriente Médio - simplesmente não foi escrito ainda. Mosul está longe de ser a última batalha.