Facebook é acusado de censurar ícone da extrema direita


A ministra da Economia Digital da Polônia acusou o Facebook de censura, após a empresa suspender o perfil de alguns usuários pelo uso de um símbolo da extrema direita pouco conhecido

A ministra da Economia Digital da Polônia acusou o Facebook de censura, após a empresa suspender o perfil de alguns usuários pelo uso de um símbolo da extrema direita pouco conhecido.

O símbolo da Falanga, que mostra uma mão estilizada segurando uma espada, foi usado por um grupo nacionalista proibido nos anos 1930, mas é legal na Polônia e em outros países. Ele agora serve como logo do grupo polonês de extrema-direita chamado ONR.

A discussão aconteceu após uma disputa global mais ampla sobre os padrões de remoção de conteúdo do Facebook. Após setenta grupos de ativistas pedirem à empresa em uma carta no mês passado que esclarecesse suas políticas internas, o Facebook disse que iria revisá-las.

Já a controvérsia polonesa começou quando a rede social bloqueou uma página usada por nacionalistas para uma marcha. No mês passado, a rede social também removeu uma série de posts de usuários com a imagem da marcha que continha a Falanga, explicando que considera o símbolo relacionado historicamente ao discurso de ódio.

O Facebook "com certeza violou a regra de não usar censura prévia, uma regra constitucional que pode ser limitada só por atos da lei", disse a ministra Anna Strezynska à Radio Zet.