terça-feira, 22 de maio de 2018

Microsoft, Facebook e o Vale do Silício

É preciso sentir a diferença na ponta dos dedos para entender a arte da avaliação.

Por exemplo, a Microsoft investiu 240 milhões no Facebook por 1,6 por cento da empresa.

Embora a indústria tenha rido da Microsoft pagando quase um quarto de bilhão por apenas 1,6 por cento do Facebook, a Microsoft não pagou apenas pelo valor das ações. A Microsoft comprou ações preferenciais, o que lhes deu direitos que as ações ordinárias não podiam oferecer, incluindo preferências de liquidação. Nesse caso, a avaliação era irrelevante, uma vez que a Microsoft - graças à ação preferencial - receberia seu dinheiro de volta mesmo que o valor do Facebook caísse em aproximadamente 98 por cento.

Como você pode ver, a avaliação depende não apenas do método usado pela Microsoft, mas também dos objetivos do investidor. A Microsoft considerou o Facebook um investimento estratégico e estava interessado em mais do que apenas sua capacidade de gerar receita. A Microsoft estava comprando uma extensão de suas vendas de anúncios, o que valeu muito para a Microsoft naquela época. Comprava informações e conhecimentos que lhe faltavam. Assim, parece que o preço de uma ação em uma empresa de tecnologia pode ser tão alto quanto os investidores estão dispostos a pagar. No entanto, há uma lógica subjacente para o caso da Microsoft e do Facebook.

Essa abordagem matemática foi desenvolvida e explicada por acadêmicos em 2017, mas a Microsoft já a usava na época.

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