quinta-feira, 24 de abril de 2014

Como funciona o sistema de censura do Sina Weibo, o Twitter chinês

Se você é leitor do blog há algum tempo, já deve ter lido algo sobre o Sina Weibo, o Twitter chinês. A rede social é um microblog que, assim como todas as outras no país asiático, censura o conteúdo publicado pelos usuários. Isso não é uma opção para as empresas de internet na China, mas sim uma condição para que continuem funcionando, segundo as determinações do governo.

O sistema de censura do maior microblog da China funciona com uma equipe de cerca de 150 homens auxiliados por um programa automatizado que seleciona mensagens consideradas sensíveis entre os milhões de “tweets” que os chineses postam a cada minuto. Para tal, o programa da Sina vasculha todas as palavras de todas as mensagens e, quando encontra termos cadastrados como suspeitos, manda o post para um dos censores analisar o contexto.

Essas informações foram divulgadas pela Reuters, que conversou com três ex-censores do serviço. Eles não quiseram ser identificados em momento algum da reportagem por temerem serem responsabilizados por divulgar os detalhes. De qualquer maneira, o grande motivo para esses rapazes comentarem com a agência de notícias sobre seus antigos postos no Sina Weibo foi o de relatar as condições de trabalho no local.

Além de apagar conteúdos impróprios na rede social, os censores precisam ainda atualizar o sistema automático que capta as mensagens sensíveis no Weibo. Isso é necessário porque, sabendo da censura automática, os usuários inventam sinônimos para se remeter a termos proibidos. Aí, quando um dos censores percebe o feito, é necessário cadastrar as novas palavras. Os funcionários podem ainda dar punições aos usuários do Weibo que pegarem muito “pesado” no microblog. É possível bloquear a conta da pessoa por determinado tempo ou até mesmo deletar o perfil e expulsar o cidadão do serviço.