sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Michell Hilton

Suspeito de executar jornalista tem a voz reconhecida por ex-reféns

Ex-reféns chamavam suspeito de John. Outros dois extremistas com sotaques britânicos foram apelidados de Paul e Ringo, numa alusão aos Beatles.

Suspeito de executar jornalista tem a voz reconhecida por ex-reféns

A investigação sobre a execução de um jornalista americano no Oriente Médio está voltada para o Reino Unido, de onde se suspeita que tenham saído os assassinos.

O homem por trás da máscara se tornou um dos mais procurados do mundo e a principal pista é o sotaque. Ele fala inglês de quem foi criado no leste de Londres, segundo especialistas em linguagem.

Foi ele quem, aparentemente, decapitou o jornalista americano James Foley, em nome do Estado Islâmico, o grupo extremista que age no Iraque e na Síria.

A voz dele foi reconhecida por ex-reféns, que, no cativeiro, o chamavam de John. Outros dois extremistas com sotaques britânicos foram apelidados de Paul e Ringo, numa alusão aos Beatles.

Algumas vítimas foram libertadas depois do pagamento de resgate. No caso do jornalista americano, o Estado Islâmico teria exigido o equivalente a R$ 300 milhões à família e a empresa em que ele trabalhava.

Estima-se que mais de 1.700 jovens muçulmanos britânicos, franceses e belgas tenham ido lutar no Oriente Médio, atraídos por grupos como o Estado Islâmico.

As autoridades se preocupam também com os que voltam de lá. Sessenta e nove já foram presos ao regressar da Síria.

Um britânico conta que ao ver imagens na TV reconheceu - entre os extremistas - o irmão. "Foi traumático", diz ele.

Dois homens que aparecem num vídeo, convocando novos extremistas, são irmãos do País de Gales. O pai, ao ver as imagens, disse não eram mais filhos dele.

O governo americano declarou que não paga resgate porque é esse dinheiro que financia o Estado Islâmico.