sábado, 18 de outubro de 2014

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Meninas do surfe competem na praia da Joaquina, em Florianópolis

Meninas do surfe competem na praia da Joaquina, em Florianópolis

Competição reúne 170 surfistas de 23 países diferentes em busca de vagas na elite do surfe mundial.

O Oceano Santa Catarina Pro iniciou neste sábado apenas com as meninas na água. Às 8h, as surfistas iniciaram as disputas pela etapa 5 estrelas, que vale 2 mil pontos. Entre as mulheres são 26 atletas de 10 países diferentes, sendo sete atletas brasileiras. A competição masculina está em espera por melhores condições até a amanhã cedo quando ocorre outra avaliação das ondas.

O evento vale pontos para o ASP Qualification Series (antigo WQS), que define os surfistas que avançarão para o WCT (elite do surfe) em 2015. Entre masculino e feminino, estão reunidos 170 surfistas profissionais em Florianópolis. Além do maior número de surfistas na competição (144), a etapa masculina é seis estrelas e vale 3.500 pontos, enquanto a feminina é cinco estrelas, por isso preferência pelas melhores condições do mar.

O retorno de uma etapa do circuito mundial à Joaquina, um ano depois da edição do Mundial Pro-Junior, representa a volta de Santa Catarina e de Florianópolis ao calendário mundial do surfe e mexe com a memória dos apaixonados pelo esporte. A praia já recebeu etapas do Mundial na década de 1980 e entre 1992, quando foi implantada a segunda divisão do surfe (WQS), e 2012 a Joaca teve 11 etapas da competição do evento qualificatório. Mas desde 2003, quando recebeu outra etapa do WCT, deixou o uma década de saudades dos grandes eventos.

A Joaquina sempre teve um grande apelo ao surfe. Mas essa cultura do esporte é forte em todo o estado de Santa Catarina e isso colabora para eventos desse porte retornarem avalia Roberto Perdigão, diretor da ASP South America.

Desde quinta-feira a Joaquina começou a incorporar o clima da competição. Surfistas estrangeiros e brasileiros lotaram os hotéis da região. Manhã cedo e fim de tarde, as ondas, mesmo que as sem boas condições, recebem os atletas para treinarem. Na rua, inglês e português se misturam. Nas dunas, a estrutura do evento se impõe. Mas a presença de atletas de ponta mexe também com o futuro do surfe local

Os meninos que correm o amador podem estar aqui, ver e sonhar em dia competir nesse nível. Proporciona esse contato e aprendizado no quinta de casa avalia Fred Leite, presidente da Federação Catarinense de Surfe (Fecasurf).