domingo, 19 de outubro de 2014

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Paulo VI é beatificado pelo papa Francisco

O papa Francisco proclamou neste domingo, dia 19, o pontífice Paulo VI como beato, em missa realizada na Praça São Pedro com a presença do papa emérito Bento XVI e assistida por dezenas de milhares de pessoas. 

Paulo VI é beatificado pelo papa Francisco

Francisco disse, durante sua homília, que "enquanto se perfilava uma sociedade secularizada e hostil, Paulo VI soube guiar com sabedoria o leme da barca de Pedro sem nunca perder a alegria e a confiança no Senhor".

"Diante deste grande papa, este valente cristão e incansável apóstolo, diante de Deus, hoje nós só podemos dizer uma palavra tão simples quanto sincera e importante: Querido e amado Paulo VI, obrigado", disse Francisco.

O religioso também destacou que não é preciso ter medo "das surpresas de Deus", que é "o senhor do homem e não existe nenhum outro".

Bento XVI, que foi nomeado cardeal em 1977 pelo Papa Paulo VI, participou da cerimônia e concelebrou a missa, assim como ocorreu em 27 de abril na canonização de João XXIII e João Paulo II.

Além de Joseph Ratzinger, também estiveram presentes na cerimônia de beatificação outros dois cardeais nomeados por Paulo VI, o brasileiro Paulo Evaristo Arns e o norte-americano William Wakefield Baum.

Depois do ritual de beatificação apresentado ao papa pelo bispo de Brescia, Luciano Monari, Francisco pronunciou a fórmula em latim que declarava beato o pontífice que encerrou o Concílio Vaticano II e que assinou importantes encíclicas como a "Humanae Vitae".

Francisco disse que "a partir de agora o papa Paulo VI será chamado beato e sua festa se realizará, nos lugares e segundo as regras estabelecidas, em 26 de setembro de cada ano".

A cerimônia eucarística começou com a leitura da biografia do papa Paulo VI pelo postulador da causa de beatificação, Antonio Marrazzo.

O milagre atribuído a Paulo VI, e que o permitiu ser beatificado, é a cura de um feto diagnosticado com graves problemas cerebrais no início da década de 90 na Califórnia. A mãe se recusou a abortar e rezou para o papa salvar a criança, que nasceu saudável.

No altar foi exposta a camiseta ensanguentada de Paulo VI, depois do atentado, em 1970, quando um pintor boliviano o apunhalou duas vezes na chegada ao aeroporto de Manila.