quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Michell Hilton

Estado Islâmico captura piloto jordaniano após derrubar caça na Síria

Avião participava de operações militares da coalizão internacional quando foi derrubado em Raqqa, Exército da Jordânia confirmou.

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Um piloto de caça da Jordânia foi capturado nesta quarta-feira, 24, por jihadistas do Estado Islâmico (EI) após seu avião cair no nordeste da Síria. O homem participava de ataques da coalizão internacional liderada pelos EUA contra o grupo extremista e é o primeiro integrante da coalizão capturado pelos jihadistas.

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O Exército jordaniano confirmou a captura. “A Jordânia considera que o grupo (EI) e seus partidários serão os responsáveis pela segurança do piloto e por sua vida”, afirmou o porta-voz das Forças Armadas Mamduh al Amri à agência estatal Petra.

O piloto, identificado pelas autoridades jordanianas como Muath Kasabeh, de 27 anos, participava de bombardeios contra posições jihadistas na cidade de Raqqa.

Segundo o Exército, a aeronave foi atingida e caiu. O porta-voz do governo Mohamed Al-Momani afirmou que o caça foi atacado a partir do solo. “Ele foi atingido por um míssil e caiu.

O porta-voz acrescentou, sem dar detalhes, que a tentativa de resgatar o piloto falhou.

Segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, ativistas em solo afirmaram que o avião foi derrubado por um míssil de fabricação russa ou máquina de artilharia pesada.

O grupo jihadista publicou em contas de redes sociais fotografias de um grupo de homens armados levando o suposto piloto capturado perto de um lago e imagens do que seria a identificação militar do jordaniano.
As imagens foram verificadas por dois parentes próximos ao piloto. Eles disseram que a informação sobre a captura de Kasabeh foi dada pelo chefe da força aérea do país.

Uma fonte oficial afirmou que o rei Abdullah esteve reunido com comandantes no quartel-general da Jordânia onde uma sala de operações foi montada logo após a captura.

Um amigo de Kasabeh afirmou que ele é muito comprometido com a coalizão e considera um dever religioso combater grupos extremistas

Combate. 

 A coalizão internacional iniciou os ataques contra o EI em território sírio em 23 de setembro. A Jordânia é um dos países que integram o grupo. A coalizão também combate os extremistas em território iraquiano.

Arábia Saudita, Qatar, Bahrein e os Emirados Árabes Unidos também participam ou apoiam os ataques contra os jihadistas, informou o Comando Central dos EUA.

Na noite de terça-feira, a coalizão atacou diversos pontos jihadistas na periferia e arredores de Raqqa, que está quase inteiramente sob controle do EI.




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