quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Os Bin Laden: Uma família Árabe no Século Norte-americano


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Os Bin Laden: Uma família Árabe no Século Norte-americano

Os Bin Laden – Uma família Árabe no Século Norte-americano, do jornalista Steve Coll, desvenda os elos que ligam os círculos do poder político, econômico e cultural dos Estados Unidos à saga da milionária família muçulmana de Osama bin Laden – o terrorista mais procurado do mundo e responsável pela tragédia que se abateu sobre as torres gêmeas do World Trade Center em 11 de setembro de 2001, em Nova York. 

Para escrever o livro, o autor, duas vezes ganhador do Pulitzer, realizou mais de 150 entrevistas em quatro continentes – Ásia, América, Europa e África – e mergulhou em arquivos públicos e particulares da Arábia Saudita, Estados Unidos, Inglaterra e Israel. O resultado dessa investigação é uma obra tão caudalosa quanto sólida, rica em informações de bastidores, e que mapeia todos os passos de uma história familiar recheada de intrigas, disputas de poder e negócios nebulosos que envolveram cifras que chegam à casa dos bilhões de dólares.

Steve Coll mostra como foi possível aos Bin Laden, no espaço de uma geração, trocar o lombo dos camelos do deserto por limusines e jatos particulares. No início do século XX, o patriarca Mohamed bin Laden era um homem pobre, cego de um olho e apenas mais um dos milhares de pedreiros do canteiro de obras de uma empreiteira a serviço de uma companhia petrolífera norte-americana na Arábia Saudita. Mas o invulgar senso de oportunidade – aliado a métodos bem pouco ortodoxos de ganhar dinheiro – transformou aquele humilde assentador de tijolos em um dos empresários mais ricos do planeta.

De pedreiro, Mohamed passou a capataz, de capataz a contramestre, de contramestre a supervisor, de supervisor a dono de seu próprio negócio. Quase sempre associado a corporações norte-americanas, caiu nas graças da família real saudita e tornou-se o empreiteiro oficial do governo. Construiu rodovias, palácios, mesquitas e fortalezas em profusão. Quando morreu em um acidente aéreo em 1967, deixou 54 filhos e um espólio de valor até hoje incalculável. Entre a mais de meia centena de herdeiros diretos, estava um jovem desde então dedicado a preservar o que considerava ser “a pureza original do Islã” – o filho Osama bin Laden.


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