sábado, 28 de março de 2015

Ataques na Nigéria deixam mortos


Pelo menos 15 pessoas morreram neste sábado (27), incluindo um político da oposição, em supostos ataques do grupo islamita Boko Haram.

Ataques na Nigéria deixam mortos

O ataque acontece perto de estações eleitorais no nordeste da Nigéria, lançando uma sombra sobre a primeira disputa eleitoral genuína desde o fim do regime militar em 1999.

O pleito é visto como a primeira eleição em que um candidato da oposição tem uma séria chance de desbancar o incumbente, presidente Goodluck Jonathan, mas amplos temores de que ela possa motivar violência já estão se tornando realidade.

Antes da votação começar, duas bombas explodiram em locais de votação no leste, sem causar mortes. Hackers também invadiram o site da comissão eleitoral, informou a agência Reuters.

Pouco após a abertura das seções eleitorais, homens armados atacaram as aldeias de Birin Birin Bolawa e Funali, no estado de Gombe, frequente alvo de islamitas armados.

"Nós ouvimos os agressores gritarem: 'não dissemos para permanecer longe das eleições?'", contou um funcionário local da Comissão Eleitoral Independente (INEC), que pediu para permanecer anônimo.

"Estamos convencidos de que se trata do Boko Haram, porque pediram para que as pessoas não participassem do pleito", declarou à AFP Karim Jauro, morador do povoado de Birin Fulani.

Mais tarde, homens armados atacaram a cidade de Dukku e a cidade vizinha de Tilen, também em Gombe, dispararam aleatoriamente em pessoas na fila para votar.

"Três pessoas morreram", disse um morador, Ibrahim Ahmad, acrescentando que os homens armados, em seguida, mataram um parlamentar do estado de Gombe e principal autoridade do povo de Tilen.

Além disso, pelo menos oito pessoas, incluindo o candidato de oposição da Assembleia para Dukku em Gombe, também foram mortas por um atirador não identificado, disse um porta-voz para o Congresso de Todos Progressistas (APC, na sigla em inglês).

Abubakar Shekau, líder do grupo armado islâmico Boko Haram, ameaçou em fevereiro interromper o processo eleitoral que considera "em desacordo com o Islã", em um vídeo postado no Twitter.

"Estas eleições não vão acontecer, mesmo que nos matem. Embora já não vivamos, Alá não vai permitir", ameaçou.

A onda de atentados suicidas nas últimas semanas contra mercados e estações de ônibus levantam temores contra ataques aos eleitores neste sábado.

A insurreição de Boko Haram matou mais de 13 mil pessoas, principalmente no norte da Nigéria, em seis anos.


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