segunda-feira, 2 de março de 2015

Bactéria letal é detectada em laboratório


Burkholderia: Bactéria letal é detectada em laboratório

A bactéria, chamada 'Burkholderia' ou bacilo de Whitmore, está incluída na categoria de agentes que podem ser utilizados no bioterrorismo.

Autoridades do estado da Louisiana, nos Estados Unidos, analisam como uma perigosa e potencialmente bactéria letal foi encontrada na parte externa do laboratório de um centro de pesquisas de alta segurança, informou o jornal USA Today. As autoridades afirmaram que a população não corre nenhum risco, mas as dimensões da contaminação ainda não foram avaliadas.

Acredita-se que a liberação da bactéria tenha acontecido por volta de novembro do ano passado, quando o National Primate Research Center de Tulane, a 80 quilômetros de Nova Orleans, trabalhava em uma vacina contra esta bactéria.

"O gênero Burkholderia é composto por: bacilos retos; Gram negativos; oxidase e catalase positivos; com uma proporção de G+C que oscila entre 59 e 69,5 por cento. São bactérias móveis com um flagelo polar único ou com um penacho de flagelos polares de acordo com as espécies. Também são mesófilos e não esporulados. Seu metabolismo é aeróbico...."

O gênero Burkholderia formou-se em 1992, a partir da divisão do gênero Pseudomonas em decorrência da análise dos dados de ARNr. A espécie tipo é B. cepacia, anteriormente denominada Pseudomonas cepacia."

A bactéria é chamada Burkholderia pseudomallei ou bacilo de Whitmore. É encontrada principalmente no sudeste asiático e norte da Austrália. Pode ser transmitida a humanos ou animais por contato com o solo ou com água contaminada. Ela está incluída na categoria de agentes que podem ser utilizados no bioterrorismo.

As autoridades informaram que a bactéria não foi detectada nos terrenos que pertencem ao centro, mas quatro macacos que estavam em uma área externa ficaram doentes e dois deles foram sacrificados. Uma inspetora federal que visitou o centro também ficou doente, mas é possível que tenha sido exposta à bactéria antes, já que fez várias viagens ao exterior.

Segundo o centro de pesquisas, os macacos teriam sido infectados durante um tratamento no hospital veterinário do complexo. O diretor do local, Andrew Lackner, afirmou que 39 mostras do solo e 13 mostras de água provenientes dos terrenos do estabelecimento foram analisadas, sem que nenhum vestígio da bactéria tenha sido detectado.

As mostras, porém, ainda foram insuficientes para descartar completamente a presença da bactéria, que é muito difícil de ser detectada. As investigações devem prosseguir, segundo os cientistas. "O fato de que as autoridades não conseguem estabelecer como aconteceu a difusão da bactéria é muito preocupante", disse ao jornal Richard Ebright, especialista em segurança biológica da Rutgers University, em Nova Jersey.


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