quarta-feira, 25 de março de 2015

Daniel Kessler do Interpol diz querer urgência e pureza no Lollapalooza


O guitarrista Daniel Kessler está em momento assumidamente orgulhoso e realizado. "Eu não toco no Interpol por ser o meu trabalho. 

Daniel Kessler do Interpol diz querer urgência e pureza no Lollapalooza

Eu toco porque sinto que podemos fazer algo melhor do que já fizemos antes. E realmente acredito que o último disco é o nosso melhor", diz ele ao G1 por telefone de Nova York, terra natal da banda expoente do "novo rock" pós-2001. É a geração de Strokes, White Stripes e similares.

Kessler está falando do quinto e mais recente trabalho (!) do Interpol. "El pintor" saiu no ano passado e motiva a atual turnê, que inclui show no Lollapalooza neste domingo (29). Ele celebra a "urgência" do disco e o fato de isso ter surgido naturalmente.

Sobre o álbum – e sobre o que ele chama de "urgência das canções" –, explica que "não havia um objetivo traçado antes de entrar no estúdio". E que planos demais atrapalham.

"Ao fazer discos, nunca pensamos: 'Queremos fazer músicas deste ou daquele jeito'. Queremos apenas manter tudo muito puro", justifica, aparentemente sem se dar conta de que isso não deixa de ser uma programação.

"Deixamos as músicas aconteçam por si mesmas. Não pensamos excessivamente sobre isso, e acho que é o melhor jeito é assim."

"El pintor" é o primeiro CD da banda desde que ela virou um trio, após a saída do guitarrista Carlos Dengler, em 2010. O Interpol nasceu como um quarteto (os demais são Sam Fogarino na bateria e Paul Banks nos vocais). E nasceu meio (ou muito) pós-punk e inglês. Se o conterrâneo Strokes descendia dos nova-iorquinos Ramones e Television, o Interpol derivava dos britânicos Joy Division e Echo & the Bunnymen.



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