terça-feira, 26 de maio de 2015

A ausência de liderança: Novas denúncias contra Beto Richa!


A ausência de liderança: Novas denúncias contra Beto Richa!

Uma autoridade isolada, acuada por protestos e cercada de denúncias de corrupção. Beto Richa, governador do Paraná! 

Perto de completar 150 dias do segundo mandato, para o qual foi eleito no primeiro turno com 55% dos votos, o tucano assiste, ao desmoronamento completo de seu governo. 

O estado está mergulhado em profunda crise política, financeira e ética. O antes “popular” Richa, uma das “caras novas” do PSDB, esconde-se nos desvãos do poder e foge do contato com os eleitores, enquanto o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, inventa fórmulas mágicas para evitar a insolvência da administração.

A ausência de liderança do tucano torna-se cada vez mais visível, mais emblemática, nos momentos cruciais. Em fevereiro, quando os professores invadiram o prédio da Assembleia Legislativa para impedir a aprovação de um pacote de maldades, entre eles, o confisco de seu fundo de previdência, Richa fugiu do Palácio Iguaçu, localizado no outro lado da praça, e se escondeu no Chapéu Pensador, residência oficial coberta com muito verde e cercada de muros e seguranças. 

Para o advogado Francisco Monteiro da Rocha Junior, doutor em Direito pela Universidade Federal do Paraná, o depoimento do auditor mostra que o iceberg da corrupção no estado pode ser bem maior do que se imagina. “Antes havia indícios de corrupção, mas faltava um nexo que pudesse ligar a ação dos auditores fiscais aos andares superiores do sistema.” Com as provas de autoria e materialidade, conclui, o inquérito policial é o primeiro passo. Caso o Ministério Público aceite a denúncia, criam-se as condições para a instauração de uma ação penal que deverá julgar não apenas os autores dos crimes, mas vinculá-los aos responsáveis pelos atos de decisão. “O lamentável no Brasil é que na maioria das vezes apenas aqueles que cometem o crime são punidos. Quem manda e se beneficia diretamente sai impune.”

Além da denúncia, Rocha Junior vê na apresentação da nota fiscal pelo auditor uma clara evidência de crime de falsidade ideológica para fins eleitorais, o chamado caixa 2. “Ora, se a nota fiscal comprova a aquisição de materiais para o comitê de campanha e essa despesa não consta na prestação à Justiça Eleitoral, fica evidente o crime.”

Se a investigação paranaense seguir o padrão federal de apuração dos desvios na Petrobras, a situação de Richa ficará bem delicada.


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