quinta-feira, 14 de maio de 2015

Chefes de jornais são proibidos de deixar a Venezuela



Chefes de jornais são proibidos de deixar a Venezuela

O poderoso líder do Parlamento da Venezuela, Diosdado Cabello, conseguiu que a Justiça proíba alguns diretores de veículos de comunicação de deixar o país.

Depois de terem reproduzido uma reportagem de um jornal espanhol que o acusou de coordenar um esquema de tráfico de drogas. 

A imprensa local disse que o tribunal que julga o caso havia concedido o pedido contra 22 membros da mídia, que estão sendo processados por Cabello por calúnia.

Cabello entrou com a ação contra os jornais de oposição El Nacional e Tal Cual e o website La Patilla por reproduzirem um artigo do jornal espanhol ABC alegando que seu ex-chefe de segurança havia fugido para os Estados Unidos com provas de que o segundo homem mais importante do Partido Socialista venezuelano controlava um cartel de drogas operado por militares.

"Eles me acusaram de ser um traficante de drogas sem nenhuma prova", disse Cabello, um ex-soldado, em seu programa de TV na quarta-feira. "Eu pedi, como uma vítima... para que eles sejam proibidos de deixar o país", acrescentou, dizendo também que pretendia impedi-los de vender ativos.

Um juiz venezuelano impôs as proibições de viagem no início do mês como medida cautelar, de acordo com jornalistas, um advogado e o sindicato nacional dos profissionais da imprensa.



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