quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

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Ações da Petrobras em queda livre nos próximos dias

Para os próximos dias, a perspectiva para as ações da Petrobras é de queda

Para os próximos dias, a perspectiva para as ações da Petrobras é de queda. Isso porque, com a alta recente dos preços, a cotação da ação se aproxima de uma zona de preços onde existem muitos investidores dispostos a vender a ação, representada pela resistência em 16,20 (linha vermelha no gráfico), o que deverá ocasionar um aumento da oferta em relação à demanda pelos papéis da empresa no curto prazo e consequentemente uma maior probabilidade de queda.

Caso os preços consigam ultrapassar a resistência em 16,20,demonstrando a predominância da força compradora, a Petrobras poderá acelerar as altas e retomar a tendência de alta no médio prazo.

Por enquanto, a tendência de médio prazo para a Petrobras permanece lateral.

A Petrobras foi envolvida no maior escândalo de corrupção do país, com desvio de bilhões de reais e os principais executivos presos e respondendo a processos que estão em andamento, investigados pela operação Lava jato.

Nesse cenário catastrófico, os principais pontos a serem questionados são a transparência dos números da empresa divulgados em seus resultados trimestrais, ou seja, saber exatamente o que foi fruto de corrupção e os possíveis processos judiciais movidos por investidores contra a Petrobras nos EUA.

Outro ponto importante é conhecer o quanto isso pode impactar nos preços do ativo no médio prazo e se a interferência do governo na gestão da empresa continuará no novo governo, intervindo nas politicas de preços dos principais produtos (gasolina e diesel) gerando ineficiência e prejuízo para empresa. Até o momento, entendemos que não há indícios de que esse cenário ocorra.

A companhia hoje acumula uma dívida financeira próxima a 398 Bilhões, sendo que 70 por cento esta atrelada em dólar, mesmo com a desvalorização da moeda norte americana nos últimos dois meses e a valorização do preço do barril de petróleo, as suas dívidas ainda são extremamente significativas. Além disso, o custo de rolagem da dívida de curto prazo é maior diante da perda de classificação de grau de investimento, obrigando a empresa a rever novamente seu plano de investimentos, a reduzir custos/despesas e a discutir a execução do plano de alienação de alguns dos seus principais ativos (Bio combustível, Petroquímica, Distribuição, Gás, Refino e Energia).

Mesmo diante do ambiente de riscos enfrentando pela empresa, entendemos que a pressão sofrida pelas suas ações nos últimos anos foi o suficiente para deixá-la atrativa. Somando a esse cenário, a perspectiva de retomada do crescimento no governo Temer e a mudança esperada para gestão da companhia (mais profissional e com redução da alavancagem) entendemos que há espaço para valorização das ações da empresa acima do mercado. Assim, após termos mantido o papel em tendência de baixa por dois anos, período no qual as ações caíram mais de 30 por cento, alteramos a tendência do ativo para alta.

PONTOS POSITIVOS

A queda do dólar decorrente do impeachment contribui para desalavancagem da companhia, que tem grande parte de sua dívida indexada na moeda norte americana.

O governo Temer pretende conduzir processo de privatização de subsidiárias da Petrobras, o que contribuirá para redução de sua dívida e melhora do seu perfil financeiro .

Com o impeachment, espera-se menor ingerência nos negócios da companhia o que tende a potencializar seu resultado.

Empresa detém liderança na extração de petróleo no Brasil, com expertise na exploração em águas profundas e ainda tem 16,57 bilhões de barris em reservas provadas.

A Petrobras não repassou aos consumidores a queda no preço da gasolina e não pretende fazer isso, o que permite lucratividade adicional da companhia.

A companhia tem privilégios na exploração das reservas do pré-sal o que amplia seu estoque de petróleo.

A empresa é integrada verticalmente, controlando atividades de exploração, produção, refino e comercialização do petróleo e de seus derivados.