segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Por dentro do exército de hackers da Coreia do Norte


O regime de Pyongyang enviou centenas de programadores para outros países. Sua missão: Ganhar dinheiro por qualquer meio necessário.

O regime de Pyongyang enviou centenas de programadores para outros países. Sua missão: Ganhar dinheiro por qualquer meio necessário. 

A proeza dos hackers da Coreia do Norte é quase tão temida globalmente como seu arsenal nuclear. Em maio passado, o país foi responsável por um flagelo da internet chamado WannaCry, que por alguns dias infectou e criptografou computadores em todo o mundo, exigindo que as organizações pagassem resgate em Bitcoin para desbloquear seus dados.

Especialistas do governo sul-coreano afirmam que ao longo dos anos, a Coreia do Norte enviou centenas de hackers para países vizinhos, como China, Índia e Camboja, onde levaram centenas de milhões de dólares.

Durante décadas, o governo da Coreia do Norte procurou usar a tecnologia moderna para transformar uma das partes mais isoladas e empobrecidas do mundo. Durante a década de 1990, Kim Jong Il, pai do líder atual, Kim Jong-un, promoveu a programação como forma de o país reconstruir sua economia depois de anos de fome catastrófica.

Relatos de observadores da Coreia sugerem que, em algum momento da segunda metade da década, Kim Jong Il formou um exército cibernético projetado para expandir as atividades de hacking da Coreia do Norte. Inicialmente, a unidade gerenciou apenas incursões aleatórias, em alvos como sites governamentais e redes bancárias, mas quando Kim morreu em 2011, seu filho expandiu o programa.

MANCHETE SOBRE O ASSUNTO: Inside North Korea’s Hacker Army



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