13 de agosto de 2021

Michell Hilton

Kandahar caiu nas mãos do Talibã

O Talibã capturou a segunda maior cidade do Afeganistão, Kandahar, e está se aproximando da capital Cabul, disseram autoridades nesta sexta-feira (13).

Devido ao rápido avanço do Talebã, os EUA disseram que vão enviar 3.000 tropas para ajudar a evacuar funcionários de sua embaixada em Cabul. Grã-Bretanha e Canadá também estão enviando forças para ajudar suas evacuações. A Dinamarca disse que fechará temporariamente sua embaixada, enquanto a Alemanha está reduzindo seu pessoal ao "mínimo absoluto".

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21 de maio de 2016

Michell Hilton

Mansour tinha sido vice de Mulá Omar desde 2010

O ataque a Mansour foi considerada justificada porque se acreditava estar conspirando para atacar as forças dos EUA no Afeganistão.

Mansour foi declarado líder do Taleban no Afeganistão em julho de 2015, quando se descobriu que o fundador do grupo, mulá Mohammed Omar, estava morto há dois anos.

Esse anúncio foi feito pelo governo do Afeganistão, que afirmou que havia "informações credíveis" de que ele tinha morrido em um hospital de Karachi, no Paquistão, em Abril de 2013.

No entanto, sua nomeação como líder do Taleban foi recebida com resistência por parte de muitos dos principais comandantes talibãs, que se recusaram a jurar lealdade, acreditando que ele manipulou o processo de seleção apressadamente organizada.

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4 de dezembro de 2009

Um integrante do Talebã sob custódia das autoridades no Paquistão disse ter informações sobre o paradeiro de Osama Bin Laden por volta de janeiro ou fevereiro deste ano.

As afirmações do prisioneiro não podem ser verificadas, mas um especialista americano disse que o relato é importante e deveria ser investigado.

O homem, cujo nome não foi revelado por razões legais, disse que encontrou Bin Laden pessoalmente várias vezes antes dos atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos.

Ele disse que no início do ano encontrou-se com um contato de sua confiança que disse ter visto Bin Laden 15 ou 20 dias antes do outro lado da fronteira, em território afegão.

"Em 2009, em janeiro ou fevereiro, encontrei esse amigo. Ele disse que estava vindo de um encontro com o xeque Osama, e que poderia tomar providências para que eu me encontrasse com ele", disse.

De acordo com o prisioneiro, o contato é um membro da tribo Mehsud, responsável por promover encontros entre integrantes da Al-Qaeda baseados no exterior e Bin Laden.

"Ele ajuda gente da Al-Qaeda vindoa de outros países a chegar ao xeque, para que (Bin Laden) possa aconselhá-los sobre o que planejam para a Europa e outros lugares".

"O xeque não fica em um único lugar. Aquele homem veio de Ghazni, então acho que é lá que o xeque estava".

Áreas Perigosas

A província de Ghazni, no leste do Afeganistão, tem uma presença cada vez mais forte do Talebã. Grandes áreas da província são consideradas muito perigosas e forças da coalizão e do Afeganistão não penetram nesses territórios.

O prisioneiro disse que os militantes da Al-Qaeda estão evitando territórios do Paquistão por causa do risco de ataques americanos.

"Nesse momento, o Paquistão não é conveniente para nós porque vários dos nossos líderes estão sendo martirizados em ataques".

De acordo com um oficial das forças de segurança paquistanesas, o prisioneiro tem associação próxima com líderes do Talebã no Paquistão e no Afeganistão, e esteve envolvido em sequestros e operações para angariar fundos.

As declarações do militante são convenientes para o Paquistão, que insiste que Bin Laden não está em seu território, embora a Grã-Bretanha e os Estados Unidos pensem o contrário.

Entretanto, um respeitado especialista no assunto, o ex-analista da CIA Bruce Riedel, disse que a história é plausível e deveria ser investigada.

"Todas as agências de inteligência ocidentais, CIA e M16, vêm procurando Osama Bin Laden nos últimos sete anos e não encontraram uma fonte de informação como essa", disse Riedel.

"Então, se for verdade - e eu enfatizo o 'se' - essa é uma história extraordinária e importante".

"Sabemos que Osama Bin Laden está vivo. Sabemos que mora em algum lugar nas terras perdidas perto da fronteira entre Paquistão e Afeganistão".

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16 de novembro de 2001

A Aliança do Norte negou informações de que cometeu uma execução em massa dos soldados do Talebã capturados durante a batalha pelo controle da cidade de Mazar-e-Sharif, no Afeganistão.

Um dos comandantes regionais da aliança, Mohamed Mohaqeq, disse que muitos soldados do Talebã, incluindo alguns paquistaneses, foram mortos durante a luta. Estima-se que o número de mortos chegue a 520.

Mas Mohaqeq negou informações de um relatório da ONU segundo o qual eles foram mortos depois de aprisionados.

Mazar-e-Sharif, uma cidade vital no norte do Afeganistão, foi o primeiro grande reduto do Talebã a cair nas mãos da Aliança do Norte na ofensiva desta semana.

Resistência na escola

Há informações de que as tropas do Talebã teriam se refugiado no prédio de uma escola, resistindo contra a ofensiva da Aliança do Norte por dois dias.

As forças da oposição teriam então usado tanques para demolir o edifício, enquanto os soldados do Talebã permaneciam lá dentro.

A repórter da rede de TV britânica ITN, Andrea Catherwood, a primeira jornalista a entrar em Mazar-e-Sharif, disse que "a Aliança do Norte afirma que os soldados do Talebã se recusaram a se render. A aliança alega que eles chegaram a enviar intermediários à escola para tentar persuadi-los a se entregar".

"Depois de eles garantirem que não iam se render, a Aliança do Norte derrubou o prédio com tanques. Eles demoliram a maior parte da escola e, três dias depois, a Cruz Vermelha continua a retirar corpos de sob os escombros."

Estado de choque

A repórter conta ainda que soldados do Talebã foram mantidos prisioneiros em um contêiner de metal.

Ela disse que eles estavam em estado de choque e fracos, e muitos deles apresentavam ferimentos.

Segundo a repórter, a Aliança do Norte mantém 200 soldados do Talebã prisioneiros em Mazar-e-Sharif.

Os moradores da cidade sofrem com a desordem e o desrespeito às leis, com homens armados rondando as ruas e casas sendo saqueadas.

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