terça-feira, 25 de outubro de 2016

Michell Hilton

Refugiados sírios são explorados em fábricas de grifes

Refugiados sírios estão sendo explorados em fábricas na Turquia que produzem roupas para marcas conhecidas como Zara, Mango, Marks and Spencer e Asos, revelou uma investigação da BBC

Refugiados sírios estão sendo explorados em fábricas na Turquia que produzem roupas para marcas conhecidas como Zara, Mango, Marks and Spencer e Asos, revelou uma investigação da BBC.

Os refugiados, em alguns casos menores de idade, trabalham mais de doze horas por dia e ganham menos que os demais funcionários das fábricas, de acordo com revelações feitas pelo programa Panorama.

A reportagem conversou com dezenas de trabalhadores sírios empregados de forma ilegal na indústria têxtil.

O programa da BBC encontrou refugiados sírios que trabalham 12 horas por dia em uma fábrica de calças jeans para Mango e Zara. Os refugiados manuseavam produtos químicos para tingir as calças sem usar máscara.

No Brasil, a Zara foi implicada em 2011 em um flagrante de escravidão envolvendo 15 funcionários bolivianos e peruanos em São Paulo.

Três anos depois, assumiu pela primeira vez que havia trabalho escravo em sua cadeia de produção em depoimento à CPI do Trabalho Escravo, na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Contudo, segundo uma auditoria do Ministério do Trabalho, a Zara Brasil descumpriu o acordo firmado para pôr fim à exploração e manteve excesso de jornada de trabalho, atraso nos pagamentos e trabalho infantil, além da exclusão de imigrantes da linha de produção, o que levou o órgão público a autuá-la por discriminação com uma multa de R$ 838 mil.


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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Michell Hilton

Zara limita as compras na Venezuela

Zara

Os clientes da Zara na Venezuela só podem comprar cinco peças de vestuário por mês.

A imprensa venezuelana divulga neste fim de semana o racionamento imposto pela empresa que administra (como franquia) as marcas da espanhola Inditex no país. As lojas do grupo querem assim racionar suas mercadorias, diante da enxurrada de compradores ocorrida depois da escassez de estoque dos últimos meses, provocada pelas dificuldades das empresas estrangeiras para repor os produtos na Venezuela.

As redes sociais ficaram repletas de fotografias mostrando longas filas às portas de lojas da Zara em centros comerciais de Caracas. Para controlar que cada cliente só compre cinco itens, as lojas, segundo o jornal La República, exigem que os clientes se registrem. Depois que seus dados são anotados, o cliente recebe um número para poder entrar nos estabelecimentos. Sua compra ficará registrada em seu nome e ele não poderá voltar a comprar em um mês.

A empresa definiu até mesmo que tipo de compras cada cliente pode fazer: o limite é de cinco peças de roupa por pessoa, mas só três podem ser superiores. Por exemplo, é possível comprar três camisas, jaquetas ou blusas e duas calças ou saias.

Vários meios de comunicação assinalam que a ordem do Governo venezuelano de vender produtos “a preços justos” no início da temporada de fim de ano está afetando as lojas e, diante da possibilidade de que voltem a faltar mercadorias, os consumidores pretendiam adiantar suas compras natalinas, o que levou a empresa que comercializa os produtos Zara a impor esse limite. Como assinala o site Venezuela al Día, os preços cobrados pela rede na Venezuela são baixos, porque a mercadoria foi adquirida pelo dólar preferencial.

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